A Esperança como horizonte
– a “Teologia da Esperança” como crítica e superação da escatologia tradicional.
A Teologia da Esperança, proposta por Jürgen Moltmann e analisada criticamente por Rosino Gibellini, representa uma transformação significativa na escatologia cristã ao reposicionar a esperança como eixo central da reflexão teológica. Este artigo explora como Moltmann supera abordagens tradicionais ao integrar o futuro do Reino de Deus como força crítica e mobilizadora para a práxis cristã. Dialogando com pensadores como Ernst Bloch, Karl Barth e Rudolf Bultmann, Moltmann desenvolve uma escatologia histórica que rejeita tanto o utopismo secular quanto o fideísmo transcendente, enfatizando a ressurreição de Cristo como antecipação do futuro divino. A análise também destaca a influência da Teologia da Esperança em correntes como a Teologia Política e a Teologia da Libertação, além de seu diálogo com a noção de “escato-diversidade” proposta por Helmut Renders.
Conclui-se que a esperança, em Moltmann, não é consolo passivo, mas horizonte ético e profético que desafia estruturas de opressão e inspira engajamento transformador no presente.